As Panteras faz parte das franquias clássicas do cinema e televisão que marcaram uma época. Começando com a série da década de 70, estendendo para os filmes dos anos 2000 e até mesmo o desenho Três Espiãs Demais, que claramente tinha uma história inspirada em As Panteras. Contudo, depois de dois filmes, com um elenco estrelado, a Sony colocou a franquia na geladeira. Até que então, em 2015, foi anunciado que Elisabeth Banks estava trabalhando junto com o estúdio para reviver as Charlie’s Angels.
Assim nasceu uma espécie de soft reboot da saga, em um novo filme que não é um recomeço, mas uma continuação do que vimos até então. As Panteras se tornou um programa de escala global, e o que vemos no filme expande o universo de uma forma significativa. Logo, a ideia da Sony é não depender apenas das atrizes desta versão para contar histórias dentro deste universo. O novo filme posiciona a saga novamente no cinema e já de cara abre margem para um futuro cheio de conteúdo. Mas será que funciona realmente?
Na época em que vivemos, onde o empoderamento feminino é algo sempre em voga, era até estranho que As Panteras não tivessem voltado ainda. O tema combina diretamente com tudo que a franquia sempre nos mostrou. Embora o time de espiãs fosse liderado por Charlie, um homem. Ou ao menos era a voz que ouvíamos quando As Panteras respondiam com o singelo “Hello Charlie!”. Mas agora, as garotas são lideradas por uma uma mulher, que é a própria Elisabeth Banks, como sua nova Bosley. Em uma trama até que bem armada, vemos como o mundo é liderado por essa grande organização de espiãs e como a nova turma se posiciona, havendo até referências aos filmes e séries do passado.
Mas desde o começo a força da mulher é o que o filme quer mostrar. O diálogo inicial de Sabina (Kristen Stewart) e seu alvo, sem enrolação, já mostrava o objetivo do filme. Definitivamente isso não é um problema, mesmo que em muitos momentos os homens sejam mostrados como meros coadjuvantes. Mas As Panteras é isso, uma celebração do motivo das mulheres terem ganhado tanto espaço merecido no mundo.
Contudo, tenho certeza que mesmo em 2019, o mundo não está preparado para isso. Certamente muitos reviews e opiniões de público vão reclamar dessa abordagem. O que é um grande erro na minha visão. Além de que As Panteras traz a questão e discussão sobre o empoderamento feminino de um jeito muito especial e bem feito. Embora esbarre no humor e no ritmo.
As Panteras é um filme, ou uma franquia, de ação. Como espiãs, as mulheres do filme são preparadas para lutar corpo a corpo e também cheias de parafernálias. O filme brinca muito com isso durante todo o tempo, principalmente por ter entre as espiãs uma novata. Os momentos de ação são muito bons, ainda que tragam cenas esquisitas e de difícil aceitação dado o seu exagero. Mas não é nada que se equipare a Velozes e Furiosos, é mais fácil de aceitar.
O problema, no entanto, é quando não há ação. O longa tenta explicar o que está por vir, ou contextualizar os acontecimentos com cenas de diálogos morosos, que trazem uma pitada de humor que funciona só de vez em quando. Não é sempre que essas cenas vão incomodar, mas quando incomodam, é para valer. Faltou um balanço neste aspecto ou que o contexto do filme fosse criado envolto de melhores diálogos. Mesmo assim, As Panteras traz uma cena memorável sobre quem é o Batman que vai ficar marcado.
Mesmo com seus defeitos, As Panteras vale muito a pena. Seja por sua história no mundo do cinema e do entretenimento, ou pelo elenco bem afiado. As atuações são muito boas, com destaque para Kristen Stewart, que para quem só a conhece de O Crepúsculo, vai se surpreender. Ella Bainska e Naomi Scott estão muito bem também. Sabemos que o grande chamativo de As Panteras é o carisma das espiãs e nisso o filme não erra.
O roteiro é bom, mas um pouco mal executado. Os escorregões no ritmo e no diálogo são bem graves e atrapalham bastante a experiência, deixando o espectador incomodado. Mas no final das contas o gosto que o filme deixa é de que uma grande franquia está de volta e com um baita potencial pela frente. Resta saber se os problemas mencionados não vão atrapalhar a Sony no quesito financeiro. Afinal, sabemos o quanto isso é importante hoje em dia. Talvez numa sequência, melhor trabalhada e com um roteiro mais inteligente, As Panteras retornem de uma vez às nossas vidas.
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NOTA: 7
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